15 outubro, 2005

Minuto-a-Minuto


Para ser campeão, Timão evoca espírito do ‘Apache’
Em meio à névoa de tensão imposta pelo caso de corrupção na arbitragem, o exemplo será o capitão da equipe. Depois do ocorrido na Vila Belmiro, o Corinthians acredita que precisará agüentar calado todos os golpes e provocações, se quiser continuar no primeiro lugar até o fim do Brasileirão.

Segundo as previsões do elenco alvinegro, exatamente como acontece com Carlitos Tevez, o Corinthians será provocado, ofendido e terá seus méritos questionados pelos adversários até a última rodada. Também como faz o camisa 10, criado no perigoso bairro de Fuerte Apache, na periferia de Buenos Aires, a equipe terá de agüentar o tranco, não reagir impensadamente e manter a concentração.

“Além do descanso, o trabalho psicológico será essencial a partir de agora. Todos os jogos serão decisivos, o desgaste será grande e todos vão querer nos provocar”, avisa Gustavo Nery. “Temos de estar com a cabeça no lugar”, completou o lateral, lembrando que o Corinthians virou o time a ser batido porque está na liderança e também por ter visto, involuntariamente, duas de suas derrotas na competição terem sido anulados pelo STJD devido ao ‘escândalo do apito’.

Marinho concorda com o colega e aponta o clássico deste domingo, contra o Palmeiras, como um jogo-chave para as pretensões alvinegras. “Estamos na liderança, com um jogo a menos. Podemos abrir uma ótima vantagem e segurar o rival, que é um dos concorrentes ao título. A motivação é grande. O difícil é controlar a ansiedade”, avisa o zagueiro.

Eduardo Ratinho, que está recuperado de contusão, espera ter sorte no primeiro clássico contra o Palmeiras. “Estamos em primeiro lugar e, por isso, ficamos visados. O segredo é manter o foco e a cabeça boa”, disse o lateral-direito.
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