“Hei, você aí, pode preparar a festa que o Tetra vem aí...”
“O futebol é uma caixinha de surpresas”. A frase é manjada, mas se aplica para a semana corintiana, porque após empatar como Vasco e perder para o Cruzeiro o Timão havia desperdiçado a vantagem de ser a única equipe do Brasileirão que dependia somente de suas forças para ser campeão, porém, o Inter abriu mão da possibilidade de gozar da mesma situação ao levar um baile do Paraná em Cascavel.
Passado o susto, o Coringão parece que resolveu parar de dar sopa para o azar, dessa vez a equipe entrou em campo com uma escalação equilibrada, nem ofensiva demais e nem cheia de volantes como na partida do Mineirão, desta forma, o que se viu no Pacaembu foi um passeio, o Corinthians mostrou ao Santos que futebol é pra se jogar e não pra se avacalhar.
Claro que todo corintiano já deve ter visto e revisto os sete gols do massacre, mas vale a pena citar os autores: Rosinei, Tévez (3), Nilmar (2) e Marcelo Mattos. Feita justiça aos principais heróis do clássico, vamos dar segmento ao texto com algumas questões que não podem faltar:
- Quem foi que disse que Carlitos “pipoca” em clássicos?
- Onde estavam os jornalistas José Calil e Paulo Roberto Martins enquanto suas equipes trabalhavam nas cabines do Pacaembu?
- Por onde anda Antonio Roque Citadini?
Em uma curta reflexão podemos encontrar as respostas para todas essas questões, a primeira delas é bem simples, os que falaram que um jogador como o Tévez “pipoca” em alguma situação, ou não entendem de futebol, ou são torcedores rivais despeitados, ou ainda torcedores rivais despeitados travestidos de jornalistas.
A segunda questão também tem respostas, o jornalista José Calil não compareceu ao Pacaembu porque no sábado enfrentou problemas com a torcida da Portuguesa, aliás, com que torcida será que Calil ainda não teve problemas? Com a do Santos, talvez?
No caso do popular “Morsa”, esse não aparece tem algum tempo, apesar de chefiar a equipe de esportes da Rádio Record e comentar pela mesma, o caríssimo senhor não mostra a cara no estádio que é casa da torcida que ele mais ataca, isto é, justiça seja feita, não é bem a Fiel que o Morsa ataca, mas sim a entidade Corinthians, o que convenhamos é muito pior. O fato é que não se sabe se Paulo Roberto Martins é ausente, ou apenas se esconde, mas pelo jornalismo que ele pratica creio que seja uma medida acertada.
Na lista poderia estar incluso o nome de Milton Neves também, mas esse não tem o costume de freqüentar os estádios e além do mais, já se configurou como uma figura cômica, não é um jornalista que procura se passar por sério para tramar a favor de sua equipe por debaixo de uma mascara.
Sobre Citadini, bem, esse não aparece em programas esportivos desde que o Corinthians assumiu a liderança do campeonato e a torcida é que ele continue assim por um bom tempo, porque Citadini sumido é sinal de que o Timão está vencendo.
Respondidas essas perguntas, cabe colocar mais uma, será que alguém vai creditar o elástico placar do clássico como obra do Zveiter? Vai saber? Tem gente apelando até pra psicologia pra tentar justificar a liderança alvinegra que independe das anulações.
Pra encerrar esse texto, nada melhor do que as palavras da Fiel em uma tarde de 7 X 1 no Pacaembu:
“Hei, você aí, pode preparar a festa que o Tetra vem aí...”
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