Rosinei, o coadjuvante vira estrela
Rosinei, o coadjuvante vira estrela
Volante é um dos destaques do Corinthians no Campeonato Brasileiro
O volante Rosinei foi campeão da Copa São Paulo de juniores em 2003. Porém, outros campeões tiveram chance na equipe profissional do Corinthians antes dele, casos de Coelho, Fininho, Jô, Bobô e Abuda.
A sorte do jogador começou a mudar no final de 2003 graças ao ex-diretor técnico da equipe, Roberto Rivellino, e ao técnico da equipe de juniores, Adaílton Ladeira. O primeiro percebeu que o volante era uma pedra preciosa do clube.
- Em um treino a equipe profissional precisou de três jogadores dos juniores. Eu fui um deles e passei a treinar direto com a equipe. O Rivellino perguntou ao médico quem eu era, me elogiou e passei a treinar direto com os profissionais – afirmou o jogador.
Apesar dos treinos na equipe principal, Rosinei desceu para a equipe de juniores para a disputa da Copa São Paulo de 2004. Então com 20 anos, idade limite para as categorias de base, o jogador teria a última chance de garantir a permanência no clube. Depois de sete anos vendo amigos dando adeus ao Corinthians, o volante temia pelo mesmo destino.
- Se eu não fosse bem, nem sabia o que aconteceria na minha vida. Meus amigos me ajudaram e tenho maior carinho pelo Ladeira. Ele me ajudou bastante, me deu força. Eu nem tinha muito destaque nos juniores – reconheceu Rosinei.
Na Copa São Paulo, o volante foi um dos destaques da equipe na conquista do bicampeonato. Após a competição, ele voltou para o time profissional e não saiu mais. Porém, ele ainda precisava encontrar uma vaga no time titular.
- Demorei um pouco para estourar. Cheguei a ficar no time titular, mas sempre me machucava e voltava para o banco de reservas. Isso tira a motivação de qualquer jogador – afirmou o meia.
A situação começou a mudar com a chegada de Antônio Lopes. Rosinei tornou-se titular absoluto da equipe e começou a mostrar até o faro de goleador. Ele já tem dez gols no Campeonato Brasileiro e destaca dois pontos para o seu crescimento de produção.
- O Lopes me dá muita confiança para jogar e estou atuando na mesma posição dos juniores. Não preciso marcar tanto e o professor me dá liberdade para chegar mais no ataque. Mas nem mesmo nas categorias de base fazia tantos gols como agora – afirmou o jogador.
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