21 outubro, 2005

Corintianos falam em entrega total e exaltam o clube



Os músculos doem, as pernas não obedecem, a camisa está molhada grudando no peito e o pulmão não dá conta do ar.

- No Corinthians, não importa. A gente tem que encarar esse espírito da torcida, se entregar em todas as bolas, em todos os lances.

A explicação é do meia Roger, camisa 7 que, nos últimos jogos pelo Timão, tem conseguido aliar talento a um estilo guerreiro. Seus chutes precisos e dribles agora vêm com carrinhos, trombadas e raça.

- Defendi poucos clubes (Fluminense e Benfica-POR), mas nunca vi nada assim. Dá para dizer que não nada igual. Eu pelo menos, nunca vi - disse Roger.

- No Corinthians, todo jogador tem que ter raça, ajudar a marcar, correr. A torcida cobra e espera isso. Parece que eles entram em campo - concordou o atacante Nilmar.

- Nunca vi um clube assim - completou o camisa 9.

Bom que os jogadores pensem assim. Pelo menos, para o técnico Antônio Lopes, que pretende usar força máxima nos dois próximos desafios do Timão.

Primeiro, o Paraná, no Pacaembu, neste sábado, às 16h. Se os exames de sangue feitos pelo médico Renato Lotufo não indicarem níveis alarmantes de desgaste muscular, o Delegado promete escalar todos seus titulares em casa. E repetir a dose pouco mais de 48 horas depois, no clássico contra o São Paulo, às 20h30min, na segunda-feira.

Do jogo contra o Pumas, na quarta, o zagueiro Betão e o lateral-esquerdo Gustavo Nery, que apresentaram níveis acima do normal, foram poupados.

- O jogador que entrar sempre. Às vezes não dá para ter dimensão do cansaço, esses exames têm ajudado - afirmou Betão, que, apesar de não ter entrado em campo, ficou no banco na quarta-feira.

- Eu estou bem, estou pronto para os dois jogos. Temos que pensar em ganhar todas, não para perder a vantagem que temos - emendou, no espírito da Fiel.
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